segunda-feira, 5 de março de 2018

Lenda do jazz Herbie Hancock está trabalhando com Kendrick Lamar, Snoop Dogg e Thundercat no próximo álbum.



O músico, compositor, arranjador de jazz Herbie Hancock, divulgou que está em produção de mais disco de músicas inéditas, agendado para o de 2018.

Até o momento não há data definida da gravação e nem de título do álbum, porém Hancock relatou os nomes dos artistas com quem irá gravar, que dessa vez serão os músicos em voga no momento, como o experimental Flyng Lotous, os rappers Kendrick Lamar, Common e Snoop Dogg entre outros cantores e músicos. 

Hancock desde quando apareceu no jazz em meados da década de 1960, e principalmente quando era integrante do Miles Davis Quintet (1964-1968), sempre chamou a atenção pelo seu talento e versatilidade musical com o seu piano, do qual conseguia expressa de uma forma inventiva todas as improvisações e nuances características do jazz, além de estar continuamente atento às mudanças ocorridas dentro da música, e da qual procura manter um diálogo com a nova geração e apresentando uma contribuição de relevância. 

Na entrevista para o jornal Sandiego Union Tribune o tecladista deixa esse pensamento bem explícito.
Estou aprendendo muito com os jovens com quem estou trabalhando, Porque eles construíram as novas estruturas, as mídias sociais e toda essa arena, e isso afeta a forma como você faz as coisas na frente do público para que eles saibam que você está trabalhando em algo, então eu ainda estou aprendendo, de que estou muito feliz. Eu nunca quero parar de aprender”. 

Herbie Hancock junto com Miles Davis (1926-1991) foram os músicos que ajudaram a mudar os rumos que o jazz e a música pop seguiram a partir da década de 1970, e seus discos posteriormente, serviram de base e de estrutura rítmica para infinitos artistas que apareceram dentro do movimento hip-hop e incluindo o próprio jazz. De 34 indicações ao Grammy, Hancock coleciona até o momento 14 prêmios diferentes categorias.

Mais informações em: herbiehancock.com





sábado, 24 de fevereiro de 2018

Klaus Schulze - Silhouettes

O músico e compositor alemão Klaus Schulze, e um dos pioneiros do Krautrock (umas das várias vertentes do rock e da música eletrônica), informa que lançará em breve mais um disco de músicas inéditas.

Com título de Silhouettes o novo trabalho marca o retorno de Schulze ao mercado musical após 5 anos de pausa devido a um problema de saúde. As músicas para esse disco foram escritas em 2016 e, nesse período de descanso e meditação, Klaus afirma: “O resultado foi automaticamente uma fase de reflexão, de retrospecção, de pura contemplação. Na sequência do seu 70º aniversário, você naturalmente se encontra olhando para o seu passado, então o resultado é uma reorientação, uma consciência renovada do que é realmente importante

O artista acrescenta: “Não há grandes distrações, nada para forçar sua atenção em determinada direção, sem grandes efeitos ou truques, sem frescura ou ritmos dominantes. Era importante para mim pintar as imagens na profundidade do espaço, os campos sônicos de tensão e atmosfera“.
Silhouettes tem data para maio de 2018, álbum sairá nos formatos digitais, incluindo CD e em Vinil duplo.

Tracklist:
1 Silhouettes
2 Der lange Blick zurück
3 Quae simplex
4 Châteaux faits des vent

Mais informações em: klaus-schulze.com

DJ Music


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Pantera Negra - Começou na África

O filme Pantera Negra é mais um trabalho correto do universo MCU (Marvel Cinematic Universe) que os estúdios Disney estão levando para o cinema. E esse, sem dúvida, irá agradar em cheio os fãs que gostam de ver em tela grande, a linha de super-heróis menos conhecido do grande público. 

Um dos pontos fortes, e o qual mais teve destaque em sua divulgação, é a formação do elenco, que em sua boa parte, é constituído por atores negros. Que por uma breve observação se torna um tanto óbvia, já que a história do filme se passa em um fictício país africano, do qual detêm a maior reserva do minério chamado Vibranium, metal raro e poderoso que os cientistas de Wakanda, manipulam com maestria, criando uma tecnologia extremamente avançada.

De todos os filmes da Marvel até o momento, esse pode ser considerado o mais sério e político, devido às decisões que são tomadas em meio a uma grande mudança o corrida durante o desenrolar da história, fato que gera um debate ideológico importante, além dos conflitos que acontecem no filme. Porém nada muito profundo, pois se trata de um filme para um público pop.

Apesar de uma abordagem leve, o longa toca em questões importante, como: liderança, o bom uso do conhecimento, preconceito, aceitação de ajuda, caráter e outra questões mais delicadas. O que limita Pantera, é a sua trama longa e cheia de detalhes, que em 2 horas e 15 minutos, fica condensado e com muitos cortes, deixando um gosto de “quero mais”.

As duas cenas pós-créditos, deixa em aberto e aumenta a ansiedade em relação ao filme Guerra Infinita, fase que dará um novo rumo a tão prolifera e divertida saga da Marvel, que desde 2008, vem nos apresentado ótimas adaptações dos quadrinhos para o cinema.

Pantera Negra junto com os outros heróis, já tem o seu nome marcado nas telas.