sábado, 27 de fevereiro de 2016

“Irmãos Químicos” voltaram a se apresentar em terras cariocas.





O público que enfrentou a forte chuva que caiu no domingo (29 de Novembro de 2015) foi recompensado com uma excelente apresentação da dupla inglesa.

A apresentação do duo causou um impacto forte nos cariocas, quem vem há certo tempo carente de apresentações mais honestas. A dupla apresentou as suas músicas mais impactantes praticamente sem pausas entre elas, como se fosse uma peça só. Um perfeito ‘Long Se’t recheado timbres ácidos, iluminação vibrante, junto com a perfeita sincronia do telão, além de um grave absurdo que fazia com que o local do evento tremesse todo. 

Por quase duas horas de um turbilhão sonoro e visual, o público permaneceu hipnotizado com todo o espetáculo. Os “irmãos” levaram ao nível máximo a técnica, sintetizadores, sampler, psicodelismo e robôs. Sim, eles têm robôs, e gigantes! Fazendo com que a apresentação fosse além de um show comum.

Abriram com “Hey Boy, Hey Girl” já animando o público que se encontrava bastante agitado, a dupla continuou mesclando os seus clássicos com as músicas do novo disco “Born in the Echoes“ (2015), levando a plateia à loucura. E toda essa apresentação não parou por nenhum estante. A cada momento surgia ‘um pedaço’ de uma música sobreposta a uma nova. Praticamente um ‘remix’ ao vivo. 

Os “irmãos passaram a limpo as suas principais músicas: a já citada Hey Boy, Hey Girl, ‘Do it Again’, ‘Go’, ‘Swoon’, ‘Star Guitar’, ‘Chemical Beats’, ‘Setting Sun’, a sempre explosiva ‘Elektrobank’, ‘Under The Influence’ (essa com os Robôs), ‘Galvanize’, ‘Music: Response+Block Rock Beats’, e finalizando com ‘The Private Psychedelic Reel’.

Tudo isso carregado com fortes efeitos sonoros e sintetizadores bombásticos. A programação visual só reforçava mais o clima psicodélico de todo o concerto. E o público já ensandecido, respondia com gritos, assobios, palmas, pulos, além de dançarem. 

Ao término da apresentação, Tom Rowlands, sobe numa parte mais alta do palco, aonde se encontra um sintetizador, e começa a distorcer as suas frequências, mudando os timbres, criando mais ruídos, invertendo os sons e levando a galera ao delírio. Em um perfeito clima de encerramento da farra sonora e visual que proporcionaram naquele fim de semana.

Em outra análise comparativa, podemos afirmar que Chemical Brothers é uma dupla eletrônica em corpo, mas com alma e performance totalmente Rock And Roll. Concorde você ou não. 

É bem provável que o público daquele Domingo, tenha começado a semana bem mais humorada (e feliz) do que o normal.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Future Human

                                 

Philip K. Dick foi um escritor meio que por acaso. Apesar da vida muito confusa e com problemas mentais ( Philip sofria de Bipolaridade e Esquizofrenia), distúrbios que lhe  causaram cinco casamentos e algumas internações.

Sua atividade de escritor era realizado em horas vagas, que no futuro, acabou se tornando o seu sustento em sua breve vida.

Philip não teve o reconhecimento de seus livros em vida, porém deixou um legado interessante e atemporal no mundo da literatura e principalmente na literatura de ficção científica. 

A sua obra acabou sendo descoberta pelo cinema após seu falecimento em 2 de março de 1982, o tornado um autor extremamente cultuado e influente.

Aqui nesse sucinta biografia lançada pela editora Seoman em 2015, temos a vida de Philip (ou PKD) contada desde seu nascimento, até a sua premonitória, iminente e solitária morte na Califórnia, passando pelos problemas de casamentos, família e principalmente a sua mente.  

No livro há  uma grande e precisa análise de sua obra, e sua influência no mercado literário,  assim o colocando no mesmo patamar de outros grande autores de Sci-Fi como Arthur C Clarke, Issac Assimov, Ray Bradbury e H.G. Welles.

Abaixo o Trailer do filme Blade Runner, dirigido por  Ridley Scott  em 1982. Filme que tornou Philip K. Dick famoso.